PREFEITURA E CÂMARA DOS VEREADORES TENTAM DESVIAR O FOCO DIANTE DA IMORALIDADE APROVADA NA ÚLTIMA TERÇA-FEIRA (10).

A GREVE CONTINUA!

Ontem (10), os vereadores se trancaram no plenarinho da Câmara Municipal, montaram um grande esquema de repressão, com policiais fortemente armados para reprimir os trabalhadores e aprovaram, às escondidas, um projeto lei de reajuste inconstitucional, enviado pelo Prefeito Firmino Filho (PSDB).

Agora, diante dessa imoralidade aprovada e da forma como aconteceu a votação, os vereadores estão tentando desviar o foco, acusando os servidores em greve de vandalismo e depredação do patrimônio público.

O SINDSERM, sindicato que representa a categoria, repudia essa tentativa de manipulação da opinião pública e desmoralização dos trabalhadores, que há mais de 40 dias estão em greve, lutando em defesa de seus direitos. São servidores que recebem, no vencimento básico, um salário 43 vezes menor que o salário do Prefeito e de parte dos seus secretários.
A ocupação foi pacífica e a câmara permaneceu como estava antes da ocupação

Em nossa opinião, vandalismo é o que o Prefeito Firmino Filho está fazendo com os servidores, oferecendo um reajuste imoral de 1% e 6%, que passa longe de cobrir a inflação do período. Vandalismo é os vereadores votarem, a portas fechadas, um projeto inconstitucional, que fere os princípios democráticos.

Vandalismo é um professor da rede municipal trabalhar em escolas caindo aos pedaços, com esgoto a céu aberto do lado, paredes de tapume e sem materiais básicos. Vandalismo é servidor trabalhando em condições insalubres, sem direito sequer a uma gratificação. Vandalismo é um servidor trabalhar 40 horas por semana, pra ganhar apenas R$ 652 no vencimento básico. Vandalismo é o que essa gestão vem fazendo com os serviços públicos, fechando creches, esquecendo escolas e injetando cada vez mais dinheiro na iniciativa privada. Isso sim é vandalismo!


VEREADORES APROVAM REAJUSTE INCONSTITUCIONAL PROPOSTO PELO PREFEITO FIRMINO FILHO (PSDB)

Foto Portal o Dia
Uma vergonha. Um grande absurdo, que passou pelo crivo da maioria dos vereadores da câmara municipal. Dos 29 vereadores, 20 votaram favoráveis ao reajuste inconstitucional do Prefeito Firmino Filho, 7 foram omissos à votação e se abstiveram. A apenas dois votaram contrários ao projeto. Mais uma prova viva, que os interesses políticos dos partidos da grande burguesia são mais importantes naquela casa, que as necessidades do povo.

O projeto foi apresentando ao legislativo sem nenhum estudo de impacto financeiro. Um projeto seco, sem nenhum cálculo que justificasse, de fato, a impossibilidade da prefeitura em não pagar o reajuste justo, reivindicado pela categoria. O mais grave, um projeto enfiado goela abaixo, sem nenhuma debate com a categoria, que desde janeiro tenta negociar com a prefeitura e sempre se depara com as portas fechadas.


24 HORAS DE OCUPAÇÃO DA CÂMARA

Os servidores municipais deram uma aula de resistência e luta por direitos. Foram mais de 24 horas acampados no plenário da câmara municipal e o recado era claro: reajuste de 1% não dava para aceitar. A votação inicial, marcada para terça-feira, foi cancelada. Na terça, a votação aconteceu na surdina, à portas fechadas e com um forte aparato policial.

Saímos, mas com a certeza que a luta permanece. A greve continua. Sabemos que só a luta e mobilização da nossa classe são capazes de derrotar esse projeto de desmonte do serviço público e de desvalorização dos servidores! A luta continua!








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