Saúde Municipal entra em greve por tempo indeterminado!

Na Assembleia Geral realizada nesta terça, os servidores municipais do setor da saúde votaram pelo início de uma greve do setor por tempo indeterminado. O A PMT enviou projeto de reajuste salarial de 5,85% (abaixo da inflação), retroagindo somente a maio (tem que ser a março) e excluindo a Enfermagem, Odontologia, Radiologia e o Magistério. Além disso todos os dias os servidores da saúde são assediados moralmente nos seus locais de trabalho. Convocamos a todos os servidores da saúde para estarem na Câmara Municipal de Teresina, nestas quarta(04/06) e quinta-feira(05/06), a partir das 8h, para barrar a aprovação desse reajuste imoral e excludente.

 









Desde que o projeto de reajuste foi enviado à CMT estamos em mobilização e paralisação UNIFICADA com SINDSERM e SENATEPI para acompanhar as votações. Os vereadores rejeitaram a proposta de audiência pública para como isso aprovar o reajuste do jeito que está. Não podemos deixar que o DITADOR FIRMINO FILHO consiga empurrar goela abaixo esse reajuste miserável e excludente.
   
Esse reajuste não chega perto das nossas perdas salariais que ultrapassam os 43%. O reajuste desrespeita também o artigo 37 da Constituição Federal, que prevê a revisão anual de salários para todos os trabalhadores. Esse percentual manterá muitos servidores municipais ganhando vencimento básico inferior ao salário mínimo, como os auxiliares administrativos. Além disso, o prefeito não se incomoda em desrespeitar várias leis que garantem direitos aos servidores, como, por exemplo, pisos salariais de várias categorias que integram o serviço municipal.

Em 2013, a PMT escalonou 51% de recomposição salarial (em 3 anos) para os médicos que também serão contemplados pelos reajustes anuais, entretanto não ampliou a mesma negociação para os demais servidores.

Lutamos por:

• Reposição de perdas salariais de 43%, calculados pelo IPC – Teresina;
• Cumprimento dos art. 49(nenhum servidor receberá, a titulo de vencimento, importância inferior ao salário mínimo) e art.50 da Lei 2.138/92;
• Regularização das mudanças de níveis e promoções;
• Pagamento em pecúnia do auxílio-transporte (viável conforme parecer da PGM) em substituição ao cartão de bilhete eletrônico, contratado sem consulta à categoria.
• Pagamento imediato e revisão de valores de insalubridade em vários órgãos da administração direta e indireta, independente de função e fornecimento de equipamentos de proteção individual;
• Melhores condições de trabalho nos posto de saúde e hospitais em geral;
• Eleições diretas para direção de hospitais e postos de saúde;
• Fim dos Assédio Moral nos locais de trabalho;
• 10% do PIB na saúde pública, já!



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