Paciente tem ataque de fúria e quebra vidro de UBS

A falta de vagas para consultas é o principal motivador da fúria dos usuários do serviço de saúde em Teresina

Hoje pela manhã, um homem de 57 anos quebrou o vidro da central de marcação de consultas online, da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Alto da Ressurreição, zona sudeste de Teresina, após ataque de fúria. De acordo com funcionários da unidade, o usuário tentou "furar a fila", mas foi impedido por outros usuários, foi quando ele deu um soco no vidro, que estilhaçou.

Algumas pessoas que estavam próximas da sala tiveram ferimentos leves. O servidor administrativo, Marcelo Vieira, estava dentro da sala quando tudo aconteceu, por sorte, não ficou referido. "Sinto-me totalmente desprotegido. Hoje fiquei banhado de estilhaços de vidro, mas graças a Deus não me machuquei. Já prestamos boletim de ocorrência, mas o medo permanece", afirma o servidor.

Mariana Azevedo, servidora administrativa da UBS, conta que essa não é a primeira fez que um problema desse tipo acontece na unidade. De acordo com ela, o que mais tem motivados atos de agressão é a pouca quantidade de vagas disponíveis para consultas na rede.

"Aqui tem pessoas que dormem na fila, mas mesmo assim não conseguem marcar consulta, porque as vagas são poucas. A raiva dos usuários é porque eles tentam varias vezes uma vaga e não conseguem", afirma.

O serviço de marcação de consultas é feita por internet e as vagas são as mesmas para todos os postos de saúde, porque a maioria das pessoas que buscas atendimento nas UBSs acabam não conseguindo e os ataques de fúria como desse tipo são comuns.

A direção do SINDSERM foi à UBS hoje pela manhã, para se solidarizar com os funcionários e também averiguar o ocorrido para tomar as devidas providências.  Para Letícia Campos, esse caso só tende a se repetir caso a gestão municipal não aumente os investimentos em saúde.


"Sem investimento, a saúde continuará precária, as vagas continuarão insuficientes e os servidores desvalorizados. E só a população é quem sofre com isso, porque fica sem atendimento", afirma.




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