Lugar de mulher é na luta e no 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta!




Venha para o 1º Encontro do Movimento Mulheres em Luta!

Entre os dias 04, 05 e 06 de outubro, vai ocorrer o 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta (Sarzedo (MG), 04, 05 e 06 de Outubro de 2013). Os objetivos deste Encontro são organizar as lutas das mulheres trabalhadoras, atualizar seu programa e avançar na organização e estruturação do MML.

A onda de lutas e manifestações que se desenvolveu a partir da luta contra o aumento das passagens abriu um cenário político muito importante para avançarmos das lutas pelas reivindicações do conjunto da classe trabalhadora, e por isso também das mulheres trabalhadoras.

Os questionamentos vindos das ruas revelaram a dura realidade de vivermos com serviços públicos de péssima qualidade, como transporte, educação e saúde. Nessa realidade, nós, mulheres trabalhadoras, somos as mais afetadas. A carência de linhas de trens, metrôs e ônibus acarreta a superlotação que trás o assédio e a violência sexual como parte de nosso cotidiano. A falta de educação pública de qualidade acarreta a falta de creches públicas, problema mais sentido pela mulher trabalhadora brasileira. Os poucos recursos investidos na saúde também nos proporciona dificuldade de conseguirmos consultas e atendimentos de qualidade nos hospitais públicos, tanto os atendimentos especializados de que precisamos, quanto os atendimentos para nossos familiares.

Vivemos em uma sociedade machista e por isso, os problemas sentidos pela classe trabalhadora são mais sentidos ainda pelas mulheres trabalhadoras. Além dessa realidade, sofremos com a violência doméstica, um problema crescente no Brasil. Em 30 anos, mais de 90 mil mulheres foram mortas, sendo que metade disso foi na última década. Em 4 anos, os casos de estupro cresceram 157%, e as principais vítimas são mulheres trabalhadoras, que utilizam o transporte público, local aonde se dá muitas ocorrências, que voltam tarde de seu trabalho, ou saem antes de amanhecer e precisam passar por ruas mal iluminadas.

No que diz respeito aos direitos reprodutivos das mulheres, assistimos a debates que são verdadeiros retrocessos, como a proposta do “Estatuto do Nascituro” que transforma a vítima da violência sexual em culpada pela possibilidade de optar interromper a gravidez.

Durante sua campanha eleitoral, a presidenta Dilma Roussef prometeu realizar diversas transformações na vida da mulher trabalhadora. Muitas mulheres confiaram em Dilma, acreditando principalmente que pelo fato de ela ser mulher, ela seria mais sensível às demandas das mulheres trabalhadoras e pobres.
Infelizmente, o que vimos desenvolver-se no seu governo foi a mesma lógica presente em outros governos, que priorizou as demandas dos empresários e banqueiros, em detrimento das demandas das mulheres trabalhadoras. Sua proposta de construção de mais de 6 mil creches ainda não foi cumprida. Os projetos relacionados ao combate à violência contra a mulher recebem muito menos recursos do que a dívida pública, que vai diretamente ao bolso dos banqueiros. Para construção de 12 mil novas creches, seriam necessários menos

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