Seminário dá passos importantes para organização da comunicação sindical no país

Texto originalmente publicado no site da CSP Conlutas


O 1° Seminário Nacional de Comunicação da CSP-Conlutas foi considerado um sucesso pelos presentes. O encontro, realizado de 12 a 14 de dezembro, em São Paulo, teve 87 inscritos, 81 credenciados, sendo 34 profissionais de comunicação e 47 dirigentes sindicais, representados pelos estados do Ceará, Pará, Piauí, Sergipe, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Acre, Goiás, Rio Grande do Norte, Alagoas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba, Bahia.

A atividade proporcionou a muitos profissionais de comunicação e aos dirigentes da área sindical, social e de movimentos de luta contra a opressão a possibilidade de se conhecerem pessoalmente e estreitarem laços. Foi um espaço de fortalecimento da luta e da missão em levar comunicação de qualidade para a classe trabalhadora.

Os presentes assistiram a palestras sobre as novas plataformas de mídias, a importância da linguagem, a comunicação interna e externa, e o papel estratégico da comunicação. O espaço foi de reflexão sobre comunicação voltada aos trabalhadores e busca de meios para aprimorá-la.  

No último dia do evento (14), o seminário abriu com a seguinte pergunta: a comunicação é estratégica? O debate foi em torno da importância de as direções das entidades sindicais enxergarem o setor de comunicação estrategicamente para as lutas da classe, com investimento no setor e valorização do profissional de comunicação.  

A mesa foi composta pela Comissão de Organização do evento: Marinalva de Oliveira, dirigente responsável pelo setor de comunicação do Andes-SN, Joaninha de Oliveira da Secretaria Executiva da Central, Claudia Costa, coordenadora de comunicação da CSP-Conlutas, e Rodrigo Correa do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que coordenou os trabalhos.  

A dirigente do Andes-SN mostrou a experiência em comunicação da entidade nacional em que atua, e apresentou o plano de comunicação elaborado pela entidade com os objetivos a curto, médio e longo prazo. A comunicação da entidade busca disputar a hegemonia na categoria docente e da sociedade. “Precisamos ter nossos próprios meios de comunicação. Ter a prioridade que comunicação é estratégica e é importante”, destacou.  

As matérias produzidas pela entidade, segundo a dirigente, sempre buscam a pesquisa e análise política daquele determinado assunto. “Existe pressão para fazer matérias factuais, igual à imprensa burguesa. Entretanto, procuramos elaborar matérias com a qualidade e formação política que os trabalhadores precisam”, disse, completando que é preciso também a solidariedade de classe com outras lutas.   Para ela, outro aspecto importante é a necessidade de proporcionar formação, condições adequadas de trabalho e um salário digno aos profissionais da comunicação na base d Central. “Não podemos defender a precarização e nem amadorismo”, frisou.  

Marinalva disse ainda que  é necessário o “funcionamento em rede, com jornalistas e dirigentes, formação e discussão, investimento, e uma linguagem acessível à base”. 

O SINDSERM TERESINA esteve representado através da Diretora de Comunicação e Imprensa: Mara Sousa e do Jornalista e Diagramador Luan Matheus,que compuseram a mesa e relataram as experiências frente a assessoria de comunicação do sindicato,além de apresentarem os plano de Comunicação da Entidade.


Ao final apontou diretrizes para um plano de comunicação da Central.  

A dirigente da CSP-Conlutas, Joaninha, falou da importância do seminário para consolidação da integração das entidades, dirigentes e profissionais de comunicação para fortalecer a luta dos trabalhadores. Que a presença das diversas categorias como vigilantes, trabalhadores dos Correios, metalúrgicos, bancários, entre outros, demonstrava essa necessidade que temos de avançar nessa comunicação, que serve como ferramenta de transformação da sociedade.  

Falou também do trabalho para buscarmos ampliar a comunicação externa, e com isso “ampliar nossa estrutura e os meios de chegar à base. Temos que negar o monopólio [imprensa burguesa], mas temos que buscar esse espaço. As mesas, mesmo com diferenças, nos fizeram refletir e saímos fortalecidos”, avaliou.  

A dirigente da CSP-Conlutas fez um balanço do seminário como sendo uma vitória, com a ressalva de que aquele era um primeiro passo e que há muito ainda a ser feito. “Esse seminário deu um passo à frente, mas ele não se encerra. Gostaria de parabenizar a todos os presentes nesse que foi um espaço de aprendizado”, finalizou.  

A assessora de comunicação da CSP-Conlutas, Claudia, disse que um dos objetivos centrais do seminário era buscar uma integração nacional com o intuito de fortalecer a comunicação da Central na luta em defesa dos trabalhadores. Para que isso avance é importante a integração das direções sindicais. “O primeiro passo para que isso seja consolidado foi a presença de dirigentes nacionais tanto na organização, quanto como participantes”, explicou.  
Claudia finalizou agradecendo ao conjunto dos funcionários, que na retaguarda ou na linha de frente tornaram possível a realização daquele seminário e convidou a todos os presentes que se integrassem nesse projeto.   Ao final, foi proposta a elaboração de um relatório a ser submetido às instâncias da Central, apontando as reflexões feitas no seminário e incorporando as questões discutidas naquele fórum.  

Entre as propostas que comporão o relatório estão a valorização do profissional dentro da Central e a busca efetiva contra a precarização; a construção de um Manual de Comunicação e de Redes Sociais, elaborado coletivamente pela rede de emails; buscar estruturar as CSP-Conlutas regionais e estaduais para melhor trabalho de comunicação; ter setoriais ou grupos de trabalho para discutir o tema da comunicação; aprofundar as discussões pertinentes ao mundo jornalístico, entre elas, a democratização dos meios de comunicação, o diploma para exercer a função de jornalista e o caráter do jornalismo; elaborar conceitualmente sobre a comunicação dos trabalhadores; a profissionalização dos departamentos de comunicação, levando em conta a autonomia de cada entidade; a busca pela criação de uma agência de comunicação, com o fortalecimento da rede que já teve início com a participação de alguns jornalistas, e criação de grupos de email WhatsApp ou que mais for necessário; dar como indicativo de lançamento da Agência de Comunicação bem como o Plano Nacional de Comunicação da CSP-Conlutas, o próximo seminário da CSP-Conlutas, com data a ser defina; fortalecer o tripé – dirigente, jornalista, trabalhador; ampliar a solidariedade de classes.  

Equipe de comunicação da CSP-Conlutas: Bianca Pedrina (Jornalista) Claudia Costa (Assessora de Comunicação) Samia Gabriela (Jornalista). 

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