PMT segue restringindo matrículas para o maternal, fechando creches e escolas

A falta de vagas nas creches de Teresina é uma realidade que tem deixado centenas de mães desesperadas. No Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Hercília Torres, por exemplo, existe uma demanda de mais de 150 crianças, de 0 a 3 anos, mas a Secretaria Municipal de Educação (Semec) autorizou a abertura de apenas 20 novas vagas.  O mesmo problema foi identificado na Cmei Peixe Vivo, onde não foram abertas turmas para maternal, na Cmei Danielzinho, onde cerca de 50 crianças de 2 anos ficaram sem creche.

Lista de espera da Cmei Hercilia Torres
Essa realidade está se repedindo em muitas escolas da capital.  A situação está ficando ainda mais graves com as ameaças de fechamentos de escolas e creches. Só esse mês foram dois casos semelhantes, na Cmei Árvores Verdes, localizada no Povoado Cachimba Velha, Zona Rural e na Escola Cecilia Meireles, região do Vale Quem Tem.

Em todos os casos os moradores se rebelaram contra a situação e reclamam que estão precisando procurar vagas em creches e escolas distantes de suas casas. Com  a redução no número de vagas, eles ainda correm o risco de não encontrar escolas para colocar os filhos.

A justificativa do secretário municipal de educação, Kleber Montezuma, é que a Prefeitura está cumprindo o Plano Nacional de Educação (PNE), que visa universalizar as matriculas de crianças de 4 e 5 anos até 2016. Entretanto, para Luciane Santos, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (SINDSERM), o Secretário está descumprindo a mesma lei que usa como justificativa para reduzir o número de vagas para crianças de 0 a 3 anos na rede municipal de ensino.

“O PNE é muito claro ao dizer que os gestores devem ampliar a oferta de Educação Infantil em Creches de forma a atender, NO MÍNIMO, 50% das crianças de até 3 anos, até o final de sua a vigência, mas o que a prefeitura está fazendo é reduzir na oferta de vagas para maternal e não ampliar, como consta na lei”, afirma a sindicalista.



Além disso, o SINDSERM denuncia que 80% das Cmeis passam por sérios problemas estruturais, o que dificulta o aprendizado das crianças e o desenvolvimento do trabalho docente. 

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