Chapa de oposição acusa atual diretoria do Sindicato dos Rodoviários de querer perpetuar-se no poder

As eleições para escolha da nova direção do Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Piauí) estão agendadas para acontecer nos dias 24 e 25 de agosto. No entanto, uma polêmica pode interferir no processo eleitoral para definir o comando da entidade sindical. Isto porque a chapa de oposição acusa a atual direção da entidade de utilizar meios ilícitos para indeferir sua inscrição de candidatura.
Luís de França Portela, que encabeça a chapa indeferida, afirma que há 22 anos o mesmo grupo está na direção do sindicato, e, novamente, estaria tentando perpetuar-se à frente da entidade.
O indeferimento foi determinado pela comissão eleitoral, que é composta por Francisco Sales, presidente do diretório municipal do PT, pelo advogado Gustavo Ferreira Amorim e por Francisco Milanez, também membro da direção do PT em Teresina.
De acordo com Luís Portela, para indeferir a inscrição da chapa opositora, a comissão eleitoral baseou-se num critério considerado inconstitucional pelo Ministério Público do Trabalho e pela Justiça. O referido critério estabelece que todos os membros da chapa concorrente deveriam ter assinado livro de presença em pelo menos três assembléias gerais realizadas no ano anterior à eleição sindical.
Ademais, Luís Portela acrescenta que tais listas de assinaturas teriam sido fraudadas, sendo incluídos nomes de pessoas da chapa de situação e retiradas as assinaturas dos membros da chapa de oposição. "Eles se utilizaram, para indeferir a inscrição, de uma norma do estatuto do sindicato que diz que os candidatos têm que ter participado de pelo menos três assembleias gerais no ano anterior à eleição. Esse critério é, inclusive, inconstitucional. Eles fraudaram o livro de atas, retirando nossas assinaturas, forjando listas de presença", afirmou Portela, acrescentando que tal exigência havia sido anulada pela juíza Nara Zoé Furtado Abreu desde agosto de 2009.
A chapa opositora denuncia que a permanência de Francisco das Chagas Oliveira na presidência do sindicato atropela a decisão da juíza Nara Zoé Furtado Abreu, que, no dia 20 de junho de 2011, determinou a escolha de uma diretoria provisória no Sintetro para a realização do pleito no prazo de 90 dias.
Luís de França Portela também considera estranho o fato de a comissão eleitoral ser composta por integrantes da cúpula do diretório municipal do PT em Teresina.
"Esse grupo está no comando da entidade há 22 anos. A última eleição foi anulada em 2009. E agora a Justiça determinou, em junho, que ocorra novo pleito em 90 dias. Mas o próprio presidente cassado é que assumiu a comissão eleitoral. A comissão, utilizando-se de meios fraudulentos, indeferiu a inscrição da chapa de oposição", destacou Portela.
Procurado pela reportagem d' O DIA, Francisco Sales, presidente do PT em Teresina, confirmou que o registro de candidatura da chapa 1 (situação) foi deferido, enquanto o da chapa 2 (oposição) foi barrado.
Ele disse que a comissão apenas cumpriu o que determina o estatuto do Sintetro, acrescentando que não cabe à comissão entrar no mérito da questão de o estatuto estar sendo ou não contestado judicialmente.
Sales ainda afirmou que Luís de França Portela está inadimplente com suas obrigações sindicais, o que também inviabiliza sua candidatura.

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