Ninguém pede licença para lutar!


O SINDSERM demonstrou para a sociedade teresinense a verdadeira face do Prefeito Elmano Férrer(PTB). Em 16 outdoors espalhados pela cidade, a caricatura do prefeito sendo manipulado pelo maior empresário do Estado funcionou como uma afirmação de algo que todos já sabiam. Em analogia à fábula, o SINDSERM exclamou: o Rei está nu! ... e a serviço dos patrões !

Na parada da diversidade de 2011 temos outra demonstração da "opção pelos ricos", que é a tônica dos governos de plantão, tanto em nível municipal, quanto estadual e federal. Uma manifestação legítima de setores oprimidos da sociedade, não pode ser proibida de se manifestar na nossa principal avenida. Isso é um absurdo!

Existe uma tentativa dissimulada de setores reformistas e oportunistas de transformar a Parada num grande carnaval. Por mais extrovertida que seja a Parada da Diversidade deve se constituir num ato de protesto e de luta.

O SINDSERM apresenta suas armas contra a discriminação, a violência, a opressão e a exploração; numa defesa expressa da plena liberdade e diversidade sexual. A arma mais poderosa que oferecemos é a uma contribuição à organização dos(as) setores oprimidos(as) para lutar pelos seus direitos.

Defenderemos o direito de organização e expressão dos homossexuais, combatendo todo e qualquer ataque que seja feito pelo governo, seus orgãos de repressão e as instituições que lhe dão sustentação, como instituições religiosas e o Exército. "Defendemos a criação de fóruns municipais, estaduais e nacional de defesa dos direitos homossexuais, com o apoio jurídico e politíco que for necessário" Apresentamos um programa, logo abaixo, para discutir e implementar com o movimento sindical, popular e estudantil.

Um programa de luta contra a homofobia, a opressão e a exploração de homossexuais

Lutamos por:
1. Fim do preconceito, da opressão, a repressão e discriminação ao homossexual;
2. Lei contra a discriminação de qualquer pessoa devido à sua orientação sexual;
3. Eliminação de qualquer lei trabalhista que pratique ou incentive a discriminação nos contratos de trabalho, nos regimentos internos e normas que orientam a admissão e promoção;
4. Fim de qualquer norma que restrinja o direito de livre escolha de local de moradia;
5. Extinção de normas ou regulamentos internos instituições, particularmente das Forças Armadas, que impeçam o livre ingresso de homossexuais devido à sua orientação sexual;
6. Fim da difusão de estereótipos anti-homossexuais nos meios de comunicação;
7. Extensão de todos os benefícios sociais concedidos aos casais heterossexuais (contrato de união civil, previdência social, herança, partilha de bens, etc), aos casais homossexuais que vivam em igual situação (tempo de relacionamento, etc);
8. Desvinculação da AIDS da orientação sexual dos portadores e realização de campanhas de educação e prevenção, destinando mais verbas para a pesquisa e tratamento dos portadores, com ampliação das vagas, hospitais e leitos e o fim da discriminação contra os portadores nos locais de estudo, trabalho e moradia.
9. Inclusão da capacitação em "Orientação Sexual" para todos os professores a partir do Ensino Fundamental até a Universidade incluindo a discussão sobre diversidade existente quanto a orientação sexual e necessidade de respeitar a homossexualidade.
10. Imediata punição de todo e qualquer caso de violência praticada contra homossexuais, seja por parte da polícia ou de grupos de direita.
11. Fim da constante prática na imprensa em vincular homossexualidade à criminalidade.


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