Prefeito quer acabar com a educação na primeira infância! Participe do Ato Público em defesa das creches!

SINDSERM convoca toda a categoria dos servidores públicos municipais de Teresina e a população em geral para Ato Público por mais investimento no combate a violência à mulher e em defesa das creches. 

A manifestação está marcada para amanhã (25/11), às 9 horas, em frente a Prefeitura de Teresina, e vai denunciar as atrocidades da portaria Nº 725/2014 (foto) que, dentre outras coisas, restringe a abertura de novas turmas para Berçário, Maternal I e Maternal II nas creches do município. 

A medida atinge todos os Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) da cidade e vai deixar centenas de crianças de 0 a 3 anos sem creche.  O protesto está sendo organizado pelo SINDSERM e cerca de 200 pais e mães de alunos estão sendo esperados na manifestação.








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PMT restringe matrículas para as crianças de 0 a 3 anos e sindicato vai acionar MPE

A Prefeitura Municipal de Teresina emitiu no último mês a Portaria Nº 725/2014 que, dentre outras coisas, restringe a oferta de vagas para Berçário, Maternal I e Maternal II, que recebem crianças de 0 a 3 anos. Segundo a portaria, as novas matrículas somente poderão ser ofertadas mediante autorização prévia da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC).

Com essa medida, muitos Centros de Municipais de Educação Infantil (Cmeis) estão sendo impedidos de ofertar novas turmas de maternal, mesmo tendo demanda nos bairros. É o caso das Cmeis Tia Alice, Tia Mônica e Padre Eduardo, todas localizadas na zona norte de Teresina.

A Cmei Hilda Lemos, localizada no Residencial Francisca Trindade, zona norte de Teresina, encaminhou ofertas de vagas para Maternal II, mas só teve autorização para abrir 30% desse total de vagas, mesmo existindo de déficit de pelo menos 600 vagas na região.

A Cmei Padre Eduardo, localizada no bairro São Joaquim, zona norte, possui atualmente cerca de 50 crianças distribuídas em turmas do Maternal I e II. Mesmo tendo demanda no bairro, a SEMEC negou a oferta de novas matrículas para o Maternal I e manteve apenas uma turma de maternal II.

O prefeito Firmino Filho mais uma vez tenta economizar na aplicação da Lei do Piso do Magistério, evitando fazer novas contratações. Essa medida visa reduzir o número de alunos nas salas de aulas, para que não seja necessário contratar mais professores.

O sindicato já convocou uma reunião com as coordenadoras pedagógicas das Cmeis e vai acionar juridicamente o Ministério Público Estadual (MPE), afim de que o mesmo tome as medidas administrativas e jurídicas sobre mais essa atrocidade da gestão do PSDB na Prefeitura de Teresina.

ATO ACONTECE NO DIA DE LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER

A manifestação acontece no dia 25/11, considerado o Dia Internacional de Luta Contra a Violência às Mulheres. A escolha da data não foi uma mera coincidência. O SINDSERM acredita que essa medida da Prefeitura é uma das formas violência às mulheres, uma vez que centenas de mães de famílias, que trabalham o dia inteiro para sustentar a casa, devem ficar sem creches para deixarem seus filhos durante o horário de trabalho.

“Essa é uma violência institucional do Estado. A luta por creches é uma reivindicação histórica das mulheres trabalhadoras. As tarefas de cuidados com os filhos ficam bem mais difíceis quando não se têm espaços adequados onde deixa-los, para conseguir trabalhar e estudar. Não queremos nenhuma criança foram da escola, mas também queremos creche com condições dignas de trabalho e aprendizagem”, afirma Leticia Campos, Presidente do SINDSERM.

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