Após protestos, secretário desiste de fechar escola na zona Norte de Teresina.



Comunidade protesta contra fechamento de escola

O secretário municipal de Educação, Paulo Machado, acaba de confirmar que a escola não será mais fechada, pelo menos nesse ano de 2012. Ele informou ainda, que o projeto será discutido com a população.

Comunidade protesta contra fechamento de escola


Na manhã desta sexta-feira (20), professores e comunidade fazem protesto em frente a Prefeitura de Teresina contra o fechamento da escola Eurípides de Aguiar, localizada no bairro Marquês, zona Norte de Teresina. O trânsito no Centro da cidade está congestionado.

Durante a audiência de segunda-feira (16), o secretário municipal de Educação, Paulo Machado, reafirmou que a escola será fechada para que o prédio sirva como a nova sede administrativa da Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec).

Não concordando com a decisão, a Comissão de servidores, pais e alunos da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, realizaram protesto ontem (19) em frente a Secretaria. O colégio, que chegou a ser semi-internato, é uns dos mais tradicionais da capital, e oferece aulas para o ensino fundamental para os moradores do Marquês, Morro da Esperança, Porenquanto, Primavera e Vila Operária.

"Esta política de fechamento de escolas, que já vem sendo implantada na administração estadual e agora na municipal, tem como um dos principais objetivos beneficiar as escolas particulares daquela região, uma vez que o secretário é um grande representante da educação privada", afirma Joaquim Monteiro, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (SINDSERM).

De acordo com a Comissão, as matrículas continuam sendo feitas normalmente, uma vez que a Semec ainda não mandou nenhum documento para a escola, e a comunicação de que não poderiam ser feitas novas matrículas. A escola conta com média de mil alunos matriculados regularmente a cada ano. "Acreditamos que o secretário que matar nossa escola por inanição", disse uma das professoras que não quis se identificar.

O SINDSERM já provocou o Ministério Público, o Conselho Tutelar e está contactando personalidades que e já estudaram na escola para uma mobilização contra esta decisão.


Reportagem: Catarina Costa
Foto: SINDSERM

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